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POLÍTICO-SOCIAL

Desde muito novo, desde que li Le matin des magiciens no fim da adolescência, que senti que a política está ligada ao espiritual, pois deveriam ser de intuições espirituais que viriam as posições políticas, mais, que a política deveria ser regida pela sabedoria e pela cultura. Antes disso lera, com 13 ou 14 anos, O Príncipe de Maquiavel (que o capelão do Colégio Militar, onde eu estava, me tentou tirar), que é o contrário dessa relação do espiritual com o político, mas me mostrou como é feita a política neste mundo.

Quando em 2009, depois de voltar da América, fundei o Movimento Despertar Portugal, a que outros amigos se associaram desde o início, como o Luís Resina, a Cristina Leal e o Carlos Albarran, entrei num modo de activismo político espiritual, tendo escrito vários textos, participado em muitas reuniões e impulsionado dois grandes encontros à volta da Consciência. Depois, vendo que, nem eu estava desperto, nem Portugal queria despertar, voltei-me mais para o mundo das comunidades, estreitando relações com Tamera, visitando Daman-hur, e participando em Schweibenalp numa grande reunião de comunidades internacionais. Entretanto, dei-me também conta de que nem eu estava à altura de fundar uma comunidade, nem Tamera a desejava, nem os cerca de trinta portugueses que lá participámos na experiência estávamos prontos para essa vivência. Pelo que nada concreto resultou, apesar de eu ter conseguido o apoio do então Bispo de Beja para nos ceder uma grande propriedade abandonada.

 Os textos aqui reunidos são assim ou desse período de 2009-2012, ou de agora, pois apesar da política nacional nunca me ter interessado, continuo a seguir diariamente a marcha do planeta, a qual começo -desde o advento da era Trump e agora com Zelinsky- a ver como um número de variedades de uma comédia que ocorre no seio da grande ilusão a que chamamos vida…

JM

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